Países que baniram o ChatGPT em 2026: a lista completa

Moveo AI Team

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Em março de 2023, a autoridade italiana de proteção de dados (Garante) tornou-se a primeira agência regulatória ocidental a bloquear o ChatGPT, citando violações ao Regulamento Geral de Proteção de Dados europeu.

O bloqueio durou menos de um mês. No final de 2024, a mesma autoridade aplicou multa de €15 milhões à OpenAI por uso inadequado de dados pessoais no treinamento do modelo. Em março de 2026, o Tribunal de Roma anulou essa multa.

Entre o primeiro bloqueio e a anulação da sanção, uma lista crescente de países passou a restringir o acesso ao ChatGPT por razões que vão de soberania de dados a controle político da informação.

Este guia mapeia os países onde o ChatGPT está bloqueado, restrito ou simplesmente não opera em 2026, com fonte primária para cada caso e o status atual de cada restrição.

Cobre três categorias distintas que costumam ser misturadas em listas similares: banimentos governamentais explícitos, restrições do lado da OpenAI por razões legais ou comerciais, e pausas regulatórias que duraram menos do que se esperava.

No fim do artigo, abordamos as implicações operacionais para empresas que rodam atendimento, cobrança ou outras operações Customer-to-Cash em múltiplas jurisdições.

O cenário em 2026: quantos países restringem o ChatGPT?

Em 2026, o ChatGPT está bloqueado, restrito ou indisponível em aproximadamente 20 países, segundo levantamento da Cybernews referenciado pela Visual Capitalist.

O número agregado, no entanto, esconde uma distinção importante. As restrições caem em três categorias com mecânicas diferentes:

Primeira Categoria

A primeira categoria é o banimento governamental explícito. Países como China, Rússia, Coreia do Norte, Irã, Cuba e Síria bloqueiam o acesso ao ChatGPT como parte de regimes mais amplos de controle da informação.

Nesses casos, o bloqueio vem por decisão do governo local, geralmente mediado por autoridades de telecomunicações ou agências de segurança digital. A Roskomnadzor russa e a CAC chinesa são os exemplos mais conhecidos.

Segunda Categoria

A segunda categoria é a restrição do lado da OpenAI. A empresa mantém uma lista pública de países e territórios onde os serviços são suportados, e qualquer tentativa de acesso a partir de fora dessa lista resulta em bloqueio.

Algumas dessas exclusões coincidem com banimentos governamentais (a Rússia entra nas duas categorias, por exemplo), mas outras são decisões unilaterais da OpenAI motivadas por sanções internacionais, complexidade legal ou inviabilidade comercial.

Hong Kong e Belarus, por exemplo, são casos em que a OpenAI optou por não operar mesmo sem banimento explícito do governo local.

Terceira Categoria

A terceira categoria é a pausa regulatória. A Itália inaugurou esse modelo em 2023 com um bloqueio que durou pouco mais de quatro semanas, e desde então autoridades de proteção de dados de França, Espanha, Alemanha e Polônia abriram investigações similares.

Nenhuma resultou em bloqueio prolongado, mas o padrão de "investigar primeiro, decidir depois" mudou a forma como a OpenAI e seus concorrentes operam no mercado europeu.

A Garante italiana ainda manteve uma postura ativa, banindo o DeepSeek (concorrente chinês) em 2025 por se recusar a colaborar com o regulador.

Países com banimento governamental total

Nesta categoria estão os países que bloqueiam o ChatGPT por decisão do governo local, geralmente como parte de regimes mais amplos de controle da internet.

Os bloqueios são tipicamente bilaterais: o governo bloqueia, e a OpenAI também não opera por questões de sanção, regulamentação local ou viabilidade comercial.

China

A China nunca permitiu o acesso oficial ao ChatGPT desde o lançamento do produto em novembro de 2022.

O bloqueio é parte do regime mais amplo conhecido como Great Firewall, que filtra serviços ocidentais como Google, Facebook, Twitter e WhatsApp.

A justificativa governamental para a exclusão do ChatGPT combina três argumentos: controle de informação, soberania digital e proteção do mercado doméstico de IA.

A Cyberspace Administration of China (CAC) mantém um regime de registro obrigatório para serviços de IA generativa que operam no país, exigindo aprovação prévia, conformidade com a censura local e armazenamento de dados em território chinês. A OpenAI nunca buscou esse registro.

A consequência é um ecossistema doméstico maduro de LLMs chinesas.

Alibaba lançou o Qwen, a Baidu o ERNIE, a ByteDance o Doubao, a Tencent o Hunyuan, e a startup DeepSeek se tornou referência internacional em 2024 e 2025.

Para empresas que operam no mercado chinês, a alternativa não é usar ChatGPT via VPN (estratégia que viola tanto os termos da OpenAI quanto a regulamentação local), mas adotar uma das alternativas locais aprovadas. A OpenAI, por sua vez, baniu múltiplas contas vinculadas a entidades chinesas em 2025 por uso indevido para vigilância e operações de influência, segundo seus próprios relatórios de segurança.

Rússia

A Rússia é o caso mais consultado nas buscas brasileiras e internacionais sobre o tema, em parte por sua natureza híbrida. O bloqueio é simultaneamente governamental e do lado da OpenAI.

A Roskomnadzor, agência russa de comunicações, restringe acesso a uma série de serviços ocidentais, e a OpenAI removeu ativamente o acesso a partir do território russo a partir de meados de 2024, conforme reportagem do BankInfoSecurity.

A empresa enviou comunicações a usuários informando que sua infraestrutura passaria a bloquear tráfego oriundo de regiões não suportadas, incluindo Rússia, China, Irã e Arábia Saudita.

Como na China, o vácuo gerou um ecossistema doméstico. O Sberbank lançou o GigaChat como alternativa russa ao ChatGPT, e o Yandex desenvolveu o YandexGPT. Ambos operam dentro da regulamentação local e armazenam dados no território russo, o que para empresas de serviços financeiros e setores regulados é a única opção viável.

A OpenAI também tem mantido posição ativa no monitoramento de uso indevido por atores russos. Em 2025 e início de 2026, a empresa publicou relatórios de inteligência de ameaças documentando o banimento de centenas de contas vinculadas a operações de influência russas, incluindo a rede "Rybar" e o desenvolvimento do trojan ScopeCreep, conforme reportado pelo The Hacker News e pelo Axios.

Para empresas internacionais com operações na Rússia, o cenário é: ChatGPT não funciona, alternativas locais são obrigatórias para uso interno, e qualquer arquitetura de IA precisa contemplar a residência de dados em território russo.

A lista oficial de países suportados pela OpenAI é a referência canônica para confirmar status atual.

Coreia do Norte

A Coreia do Norte mantém um dos regimes mais restritivos de internet do mundo.

Para a maioria dos cidadãos, o acesso à internet global está completamente bloqueado, com acesso permitido apenas a uma intranet doméstica controlada chamada Kwangmyong.

O ChatGPT, como qualquer outro serviço da internet pública, está fora de alcance por razões estruturais e não apenas regulatórias. O caso norte-coreano é diferente dos demais nesta lista porque o bloqueio do ChatGPT não é uma decisão regulatória sobre IA, mas consequência do regime geral de isolamento informacional do país.

Há um lado adicional. A OpenAI documentou em 2025, no relatório de uso malicioso de seus modelos, esquemas vinculados ao programa norte-coreano de trabalhadores de TI no exterior, que usam contas em países terceiros para gerar materiais de candidaturas fraudulentas a vagas de tecnologia em empresas ocidentais. A empresa baniu essas contas, mas a operação confirma que atores ligados ao regime conseguem acesso indireto a partir de jurisdições intermediárias.

Irã

O Irã bloqueou o ChatGPT logo após seu lançamento, como parte do regime mais amplo de controle de internet do país.

O governo iraniano mantém filtros sobre uma quantidade substancial de serviços ocidentais (Facebook, Twitter, YouTube, Instagram em diversos períodos) e o ChatGPT entrou nessa lista pela combinação de duas razões.

A primeira é a preocupação política: um modelo de linguagem capaz de discutir tópicos sensíveis em farsi e produzir conteúdo crítico ao regime é visto como ferramenta potencial de mobilização contrária.

A segunda é o conjunto de sanções norte-americanas que tornam a operação da OpenAI no país inviável, mesmo que o governo permitisse.

A OpenAI confirmou em sua lista de países suportados que o Irã está fora do escopo da operação. Como nos casos anteriores, atores iranianos foram identificados em operações de uso indevido. A OpenAI baniu contas vinculadas à operação Storm-2035, que usava o ChatGPT para gerar comentários em inglês e espanhol promovendo causas alinhadas a interesses iranianos, conforme reportado pelo The Hacker News em junho de 2025.

Cuba

Cuba também aparece na lista oficial de países onde a OpenAI não opera, em decorrência das sanções comerciais impostas pelos Estados Unidos.

A questão prática é menos sobre regulação de IA e mais sobre comércio internacional: o embargo norte-americano impede que empresas dos EUA prestem serviços ao governo ou a residentes cubanos sem autorização específica do Office of Foreign Assets Control. Para a OpenAI, o caminho de menor risco é não atender o país.

Internamente, Cuba mantém também um sistema de internet altamente regulado, com acesso limitado à internet global para a maioria dos cidadãos e provedores controlados pelo Estado (ETECSA).

Mesmo que a OpenAI buscasse atender o mercado, o acesso seria filtrado pela infraestrutura local. Para empresas internacionais com operações em Cuba, esse cenário implica que ChatGPT não é uma ferramenta disponível, e qualquer estratégia de IA precisa contemplar essa indisponibilidade desde o desenho.

Síria

A Síria combina três fatores que tornam o ChatGPT indisponível: sanções norte-americanas que impedem a OpenAI de operar no país, regime de censura interna que filtra serviços considerados de risco político, e infraestrutura de telecomunicações severamente prejudicada pela guerra civil.

A combinação produz um cenário em que, mesmo que regulação e sanções fossem flexibilizadas, a operação prática seria difícil. O país aparece tanto na lista de banimentos governamentais quanto na lista de países onde a OpenAI optou por não operar.

Outros países com restrições

Além dos seis países já cobertos, levantamentos de 2025 e 2026 identificam outras jurisdições onde o ChatGPT é inacessível.

Afeganistão, Eritreia, Sudão do Sul, Eswatini, Chade, República Centro-Africana e Iêmen aparecem como países onde, por uma combinação de instabilidade governamental, sanções, infraestrutura de internet limitada ou política explícita de controle, o serviço não está disponível. O Iêmen, em particular, soma a essa lista a complicação da guerra civil que limita a operação de qualquer serviço internacional.

A Bielorrússia (Belarus) entra em uma categoria particular. O país não bloqueia explicitamente o ChatGPT, mas a OpenAI optou por não atender a região, em parte pelo alinhamento político com a Rússia e pelas sanções relacionadas. O resultado prático para o usuário é o mesmo, mas o mecanismo é diferente.

É importante destacar que essa lista muda. Países podem entrar e sair conforme decisões governamentais, sanções internacionais ou ajustes na operação da OpenAI. A referência mais confiável, sempre, é a lista oficial mantida pela própria empresa.

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Países com restrições parciais ou pausas regulatórias

Nem todos os países que apareceram em listas de bloqueio do ChatGPT mantêm essas restrições.

A categoria de "pausas regulatórias", que durou poucas semanas em alguns casos, é importante para entender como o cenário evoluiu e o que esperar de novas investigações.

Itália: o caso emblemático

A Itália foi o primeiro país ocidental a bloquear o ChatGPT, em 31 de março de 2023.

A Garante per la Protezione dei Dati Personali, autoridade italiana equivalente à ANPD brasileira, ordenou a suspensão por três alegações: ausência de base legal para tratamento de dados pessoais no treinamento, falta de transparência aos usuários e ausência de mecanismos de verificação de idade.

O bloqueio durou cerca de quatro semanas.

Linha do tempo do caso italiano:

  • Março de 2023: bloqueio do ChatGPT pelo Garante.

  • Abril de 2023: serviço restabelecido após medidas corretivas da OpenAI.

  • Dezembro de 2024: multa de €15 milhões aplicada à OpenAI por violações ao GDPR.

  • Março de 2025: decisão de primeira instância suspensa pelo Tribunal de Roma.

  • Março de 2026: multa anulada pelo Tribunal de Roma.

A anulação da multa em março de 2026 encerrou, ao menos por ora, o que foi a única sanção final aplicada na Europa contra uma empresa de IA generativa relacionada ao período de lançamento dos modelos ao público.

A Garante segue como autoridade mais ativa do bloco europeu na fiscalização de plataformas de IA. Em 2025, aplicou bloqueio similar ao DeepSeek, concorrente chinês, por se recusar a colaborar com o regulador. O serviço chinês permanece bloqueado no mercado italiano.

Outras autoridades europeias que investigaram

O movimento da Garante em 2023 inspirou autoridades equivalentes em outros países da União Europeia a abrirem investigações próprias sobre o ChatGPT.

A AEPD espanhola, a CNIL francesa, a UODO polonesa e diversas autoridades estaduais alemãs analisaram o serviço sob a ótica do GDPR.

A maioria dessas investigações ainda está formalmente em andamento ou foi transferida para a autoridade irlandesa de proteção de dados após a OpenAI estabelecer sua sede europeia em Dublin no início de 2024, o que aciona o mecanismo de balcão único do GDPR.

Nenhum desses processos resultou em bloqueio de mercado para o ChatGPT, mas a pressão regulatória contínua mantém a operação europeia da empresa sob escrutínio elevado.

A consequência é que, embora o ChatGPT esteja disponível em todos os 27 países da União Europeia em 2026, o ambiente regulatório é o mais ativo do mundo.

O EU AI Act, que entrou em vigor em fases ao longo de 2025 e 2026, adicionou camada adicional de obrigações de transparência e documentação para sistemas de IA de propósito geral, classificando o ChatGPT em uma categoria sujeita a requisitos específicos de divulgação.

Países onde a OpenAI optou por não operar

A categoria de "OpenAI não opera" é distinta dos banimentos governamentais e merece tratamento separado.

Em alguns países, o ChatGPT é inacessível não porque o governo local proibiu, mas porque a OpenAI tomou a decisão comercial ou jurídica de não atender essas regiões. A página oficial de países suportados da OpenAI lista as jurisdições atendidas. Tudo que estiver fora dessa lista é, por padrão, indisponível.

Os fatores que levam a OpenAI a não atender uma jurisdição variam.

Sanções internacionais (Estados Unidos contra Cuba, Síria, Irã, Coreia do Norte, regiões da Crimeia e Donetsk-Lugansk) eliminam a possibilidade de operação comercial.

Complexidade legal local (regimes de registro obrigatório como o chinês, requisitos de armazenamento de dados em território nacional, exigências específicas de licenciamento) também pesam.

Em outros casos, o cálculo é mais simples: o mercado é pequeno demais para justificar o investimento de conformidade. Hong Kong é o exemplo mais citado nessa categoria, embora o status possa mudar.

Para empresas que operam globalmente, a implicação prática é que o status de um país na lista da OpenAI pode mudar sem aviso amplo.

A página oficial deve ser consultada antes de qualquer decisão de arquitetura que dependa do ChatGPT em uma jurisdição específica.

Tentar contornar a indisponibilidade via VPN ou outros mecanismos viola os termos de serviço e pode resultar em suspensão ou banimento da conta corporativa, conforme aviso explícito da OpenAI.

O ChatGPT vai ser banido no meu país?

A pergunta sobre banimentos futuros é provavelmente a mais importante para empresas que estão definindo estratégia de IA agora.

A resposta curta é que a tendência global em 2026 não aponta para banimentos amplos do ChatGPT em mercados ocidentais, mas sim para regulamentação cada vez mais detalhada que define como o serviço pode ser usado em contextos específicos. A trajetória regulatória se desenha em três frentes.

União Europeia: o EU AI Act

O EU AI Act foi aprovado em 2024 e entrou em vigor em fases ao longo de 2025 e 2026. A legislação classifica sistemas de IA por nível de risco (inaceitável, alto, limitado, mínimo) e impõe obrigações proporcionais.

Para sistemas de IA generativa de propósito geral como o ChatGPT, as obrigações principais são de transparência (informar ao usuário que está interagindo com uma IA), documentação técnica e supervisão de modelos com capacidade sistêmica. A regulamentação não é proibitiva, mas adiciona camada de conformidade que afeta como o serviço é oferecido.

A Itália, por meio da Garante, segue como autoridade mais ativa do bloco europeu na fiscalização de plataformas de IA. A multa de €15 milhões à OpenAI em dezembro de 2024 (anulada em março de 2026) e o bloqueio do DeepSeek em 2025 sinalizam que o regulador italiano não hesita em aplicar medidas duras quando entende que houve violação.

Empresas que operam em mercados europeus precisam contemplar essa realidade no seu desenho operacional.

Estados Unidos: abordagem setor por setor

Os Estados Unidos optaram por uma abordagem fragmentada. Em vez de uma legislação federal abrangente, a regulamentação se desenrola por agências setoriais.

A SEC e a OCC publicaram guias específicos para uso de IA em serviços financeiros.

O Department of Health and Human Services (HHS) emitiu orientações para o setor de saúde sob a estrutura HIPAA.

O Departamento de Defesa estabeleceu diretivas para uso de IA em contextos militares.

Algumas leis estaduais, como a do Colorado (Colorado AI Act, com vigência prevista para 2026), começam a impor obrigações específicas para sistemas de alto risco.

A consequência é que uma empresa operando nos Estados Unidos precisa entender o regime aplicável ao seu setor, não apenas uma regulamentação geral.

China: regime de registro obrigatório

A China continua aplicando o regime mais restritivo entre as grandes economias, com a CAC exigindo registro prévio de qualquer sistema de IA generativa que opere no país, conformidade com as regras de censura, e armazenamento de dados em território chinês.

Esse regime, instituído em 2023 e ampliado nos anos seguintes, manteve o ChatGPT fora do mercado chinês desde o lançamento.

Para empresas que operam na China, isso já não é hipótese: é cenário consolidado, com alternativas domésticas (Qwen, ERNIE, Doubao, DeepSeek) sendo o caminho prático.

Brasil: o Marco Legal da Inteligência Artificial

O Brasil está mais próximo de uma regulamentação abrangente do que costuma parecer. O PL 2338/2023, de autoria do então presidente do Senado Rodrigo Pacheco, foi aprovado em 10 de dezembro de 2024 pelo Plenário do Senado, encerrando ciclo de mais de cinco anos de discussão.

Status atual em 2026:

  • Aprovado pelo Senado em 10 de dezembro de 2024 em votação simbólica.

  • Em tramitação na Câmara dos Deputados sob relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro.

  • Votação adiada para fevereiro de 2026 em meio a impasses políticos.

  • PL complementar do Executivo criando o Sistema Nacional para Desenvolvimento, Regulação e Governança de IA (SIA) encaminhado em dezembro de 2025.

  • Vacatio legis estimada de 12 a 24 meses após sanção, projetando vigência plena para 2028 ou 2029.

A estrutura proposta segue lógica próxima ao EU AI Act: classificação por nível de risco, obrigações proporcionais e fiscalização compartilhada entre a ANPD e autoridades setoriais.

ChatGPT, Gemini, Claude e similares são classificados como IA de baixo a moderado risco para a maioria dos usos cotidianos, com regulação mais intensa apenas em contextos de alto risco como recursos humanos, crédito, saúde ou justiça. Multas previstas chegam a R$ 50 milhões ou 2% do faturamento bruto.

Até a vigência efetiva, a fiscalização de IA no Brasil seguirá ancorada na LGPD, no CDC e em resoluções setoriais existentes (como a Resolução CFM 2.454/2026, que regulamenta o uso de IA na medicina), com a ANPD mantendo posição ativa sobre tratamento de dados pessoais por sistemas de IA.

América Latina: regulamentação em desenvolvimento

Outros países latino-americanos seguem em estágios diferentes.

O México iniciou discussões legislativas sobre regulamentação de IA mas sem texto consolidado em 2026. Argentina, Chile, Colômbia e Peru têm projetos em fases iniciais.

Nenhum país da região implementou banimento do ChatGPT, e as restrições existentes são casos pontuais de uso em órgãos públicos específicos. O cenário regional aponta para regulamentação setorial gradual, alinhada à abordagem brasileira, sem movimentos amplos de proibição.

Como banimentos por país afetam empresas que operam entre fronteiras

Para uma empresa que opera em múltiplas jurisdições, o conjunto fragmentado de banimentos e regulamentações cria um desafio operacional concreto.

Três pontos práticos merecem atenção.

  1. Continuidade do serviço

Se uma empresa depende de ChatGPT para alguma função operacional e parte dos seus clientes ou colaboradores está em país onde o serviço está bloqueado, há lacuna que precisa ser preenchida.

Empresas que apostam tudo em uma única plataforma de LLM pública sem alternativa enterprise ficam expostas a interrupções inesperadas (mudanças na lista oficial de países suportados, sanções internacionais, decisões regulatórias).

Para uma operação que precisa atender clientes 24/7 em vários países, essa lacuna é inaceitável.

  1. Soberania de dados

Mesmo onde o ChatGPT está disponível, as exigências regulatórias variam. O GDPR europeu, a LGPD brasileira, a HIPAA americana e regulamentações setoriais específicas impõem restrições sobre quais dados podem ser enviados para servidores fora da jurisdição, em que condições, e com que documentação.

Uma operação multi-país precisa de arquitetura que permita configurar o destino dos dados por jurisdição, não uma arquitetura única que assume que todos os clientes podem ser tratados pelo mesmo pipeline.

  1. Consistência da experiência do cliente

Uma empresa de serviços financeiros que oferece atendimento por agente de IA não pode ter qualidade de resposta substancialmente diferente entre clientes brasileiros, mexicanos e europeus apenas porque o stack subjacente muda em cada país.

A continuidade do contexto do cliente, do histórico de interações e dos compromissos assumidos precisa funcionar de forma idêntica independentemente da jurisdição em que o cliente reside.

Isso é particularmente crítico em operações de cobrança, onde uma promessa feita pelo cliente em uma interação precisa ser respeitada na próxima, mesmo que a próxima ocorra em canal ou contexto diferente.

A alternativa enterprise: governança em vez de dependência geográfica

Empresas que tratam a IA conversacional como infraestrutura crítica, em vez de utilitário pontual, estão migrando para plataformas enterprise que oferecem capacidade de raciocínio dos LLMs sem expor a operação à incerteza geográfica do ChatGPT público.

A arquitetura da Moveo.AI foi desenhada exatamente para esse cenário: operações Customer-to-Cash que conectam atendimento, contas a receber e cobrança em múltiplas jurisdições, com requisitos distintos de regulamentação local.

A plataforma é construída em torno de duas camadas centrais:

  • TrueThread é a camada de memória persistente que captura cada interação, sinal e decisão ao longo do ciclo de vida do cliente, mantendo esse contexto dentro do ambiente da própria empresa.

  • TruePath é a camada de execução governada que aplica políticas, requisitos regulatórios e estruturas de aprovação em cada ação automatizada.

O resultado é um sistema em que os benefícios de produtividade da IA conversacional são desacoplados das restrições geográficas e regulatórias do ChatGPT público.

Para uma operação que atende clientes em mercados com regulamentações diferentes, a vantagem é direta.

A empresa define onde os dados ficam armazenados, sob qual regulamentação operam, quais ações o agente pode executar em cada jurisdição, e mantém continuidade de contexto entre interações independentemente do canal.

O agente que conversa com o cliente brasileiro em PT-BR, considerando as exigências da LGPD e as práticas de cobrança brasileiras, é o mesmo sistema que conversa com o cliente europeu em conformidade com o GDPR e com o cliente americano sob a HIPAA, com o contexto preservado em cada caso.

Banimentos do ChatGPT por país: o que considerar em 2026

O ChatGPT está bloqueado em aproximadamente 20 países em 2026, mas o número agregado importa menos do que a tendência subjacente.

A regulamentação de IA está se tornando mais detalhada em quase todos os mercados ocidentais, e a arquitetura que funcionou em 2023 ("usar ChatGPT público para tudo") está deixando de ser viável para empresas com operações sérias em múltiplas jurisdições.

A questão para a maioria das empresas em 2026 não é "o ChatGPT vai ser banido onde eu opero?", mas "como eu construo uma arquitetura de IA que continua funcionando independentemente das mudanças regulatórias?".

Plataformas enterprise como a Moveo.AI oferecem a resposta operacional para essa pergunta. A combinação de TrueThread e TruePath permite que a empresa mantenha controle sobre seus dados, sua governança e seu contexto de cliente, enquanto se beneficia da capacidade de raciocínio dos modelos de linguagem.

Essa abordagem é o que distingue uma operação que depende da disponibilidade global do ChatGPT de uma operação que controla seu próprio destino regulatório.

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*Última atualização: Maio de 2026. A lista de países onde o ChatGPT está bloqueado pode mudar conforme decisões governamentais, sanções internacionais ou ajustes na operação da OpenAI. Para confirmar status atual de qualquer país específico, consulte a lista oficial mantida pela OpenAI.